Técnicos-Administrativos em Educação (TAEs) de universidades e institutos federais de ensino em todo o país iniciaram a partir desta quinta-feira, 26 de fevereiro, uma greve nacional. A mobilização atende a um indicativo de paralisação aprovado em assembleias das bases e segue a orientação da principal federação que representa a categoria, atingindo diversas instituições federais de ensino superior e técnico.
A greve não se limita à reivindicação salarial, mas é uma resposta à falta de implementação integral de direitos e compromissos assumidos em acordos anteriores com o governo federal. Entre as pautas estão o cumprimento total do acordo de greve de 2024; a defesa da jornada de 30 horas; a implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) para todos os trabalhadores, incluindo aposentados e pensionistas; e a oposição a propostas de Reforma Administrativa que podem afetar serviços e direitos no setor público.
Outros pontos de mobilização incluem a recomposição orçamentária das instituições federais, uma queixa comum entre trabalhadores e gestores acadêmicos diante de cortes de recursos que têm afetado o funcionamento das universidades e institutos. A categoria também busca avanços na estrutura de carreiras e na garantia de condições de trabalho mais estáveis e dignas, buscando reduzir perdas acumuladas ao longo de anos sem reajustes compatíveis com a inflação.
A paralisação é considerada um direito constitucional e pode contar com a adesão de técnicos de diferentes unidades federais. Grupos organizadores destacam que a greve é uma forma legítima de pressão nas negociações com o governo, com a intenção de retomar o diálogo e avançar nas reivindicações coletivas.
Texto: Assessoria de Comunicação RCSM Advocacia
Foto: SINJUSC



