A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais representa um avanço relevante na busca por maior justiça tributária no país. A medida alivia imediatamente o bolso de milhões de trabalhadores e aposentados, sobretudo aqueles que destinam parcela significativa de sua renda ao consumo básico e às despesas familiares essenciais.
Além disso, a redução progressiva das alíquotas para a faixa seguinte (até R$ 7.350) corrige, ainda que parcialmente, uma defasagem histórica da tabela do IR, acumulada ao longo de anos sem atualização compatível com a inflação e com a realidade econômica dos brasileiros. Ao diminuir a carga sobre a classe média e os assalariados, a medida contribui para recompor o poder de compra e estimular a economia.
A proposta também reforça um princípio central da justiça fiscal: quem ganha menos deve pagar proporcionalmente menos, enquanto a tributação deve incidir com mais intensidade sobre rendas mais altas. Embora ainda haja espaço para aperfeiçoamentos, como a revisão da tributação sobre lucros e dividendos, a correção da tabela e a ampliação da isenção são passos importantes.
Em um cenário de forte pressão sobre o custo de vida, medidas como essa aproximam o sistema tributário de um modelo mais progressivo, equilibrado e sensível às desigualdades sociais. Trata-se de um movimento necessário para tornar a cobrança de impostos mais justa e coerente com a realidade do país.
Texto: Assessoria de Comunicação RCSM Advocacia
Foto: Agência Brasil



