Desde 1º de janeiro de 2026, o novo valor do salário mínimo passou a ser de R$ 1.621,00. O aumento de 6,79% relativo ao ano anterior representa acréscimo de R$ 103,00 na conta dos 61,9 milhões de assalariados e o incremento de R$ 110 bilhões na economia, somado à medida de isenção do imposto de renda para milhões de brasileiros que recebem até R$ 5 mil.
O reajuste tem impacto direto na vida dos beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social – INSS. O salário mínimo tem enorme alcance social, servindo de referência direta para trabalhadores assalariados, servidores públicos, beneficiários da Previdência Social, do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e do abono salarial, além de influenciar a remuneração de trabalhadores sem carteira assinada.
Beneficiários que recebem o valor mínimo terão o benefício reajustado para R$ 1.621,00. A nova realidade alcança também quem tem direito à pensão alimentícia vinculada ao salário mínimo. Em média, no país, o parâmetro utilizado pela Justiça para o cálculo do benefício é de 30% do salário da pessoa. Ou seja, a partir de agora, isso significa R$ 486,30 mensais.
Apesar do reajuste, o DIEESE aponta que o salário mínimo necessário para manter uma família de quatro pessoas deveria ser cerca de R$ 7.067,18 em novembro de 2025, mais de 4 vezes o valor oficial de R$ 1.621,00. O cálculo considera despesas essenciais como alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, conforme determina a Constituição.
Texto: com informações de Gov.br e DIEESE
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